ao corredor

contraí uma paixonite pra não ficar sozinha, né.
depois em casa me encurralei num cantinho, não é bem assim. não se força uma fantasia. são coisas que vem a dois, em dupla. e eu não estou nessa se não com o que me falta.

fui cheia de coragem sumir, pra fugir do que vira problema sem explicação.
de noite ele veio aqui e o pessoal disse pra entrar. 
eu enrolei no banho, na toalha, me arrumando no quarto, depois tocou o telefone, depois tinha o fim daquele filme e daquele pão.
daí me pegou no corredor, indo atrás de outra desculpa.
pegou pelos ombros, assim, com carinho, mas limitando outra fuga.
coragem, agora sim. 
lá no infinito dos olhos dele eu deixei gravado o que ele não pode esquecer: eu errei, foi só.

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