fui de bicicleta até um topo desses de montanha que permitem a gente ver o crime.
o meu, cadê? acho que saber o caminho de volta pra casa.
agora é a pé, pelo centro da cidade, vendo nos outros o que não sou, preenchendo o que me resta. bate perna, bate boca, batem os sinos, 18h.
a mesmice de saber o caminho de volta pela segunda vez em um dia.
é que daquela velha poltrona dá pra perceber o mundo de fora, nem mais de dentro. não levanto daqui, onde já tenho: lábios, cérebro, nuances e o coração quase escapando pelo teto.
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