olha a costura que eu fiz

você é como lembrar de ter folga
é como achar dinheiro no bolso da calça
e nem foi o que importou àquela hora na rua
o bolso costurado à linha e agulha
mão esquentando na esquerda da tua cintura

é como um "se você jurar"
pode ser só por brincar
já tem ali um quê de amor
uma pergunta, um torpor

você é a boca mais macia que eu sempre quis beijar desde ontem

é a preguiça do sol que vem num sábado frio passado no emaranhado de um refúgio 

é uma performance em prelúdio de resistência ofegante
duas semanas dos últimos dias sem contentamento
você é uma construção fulminante
que eu quero arrastada no tempo

Nenhum comentário:

Postar um comentário