manifesto-me do eu

e não mais procurar por afinidade quando for apenas companhia
andar sempre que possível como nua nas ruas 
pra sentir que só o vento 
ponto sublime que voa os que tem cabelos 
único e igual para todos 
basta 
quando bate ao rosto 
com toneladas de verdades 
doces 
justas 
verdades, já que metades não existem 
e não bastam

e nessa rua o vento caminha 
imune 
fazer as ideias ultrapassarem 
a linha utópica 
que lás distantes levam lavam 
enxaguam 
uma onça 
leoparda 
rapte-me de mim que ainda serei eu 

logo será o que voltaria 
cedo ou antes tarde do que sempre 
o que apenas deveria ser eu 

não mais trocar por meia dúzia 
o que pode ser inteira 
voltar-se pra mim 
já que é o peso de uma enferrujada armadura 
a dar pra alguém 
o que deveria ser de mim 

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