aquele anel meio caindo do dedo

e naquela manhã que não iniciou um novo dia já que seguia o fluxo da noite dormida aos mosaicos e aparições eu segui por um caminho usando minhas roupas curtas como todas são e era muito cedo a minha cabeça rodava e o mundo me deixou um pouco insegura mas o caminho era breve e indicado por ti que logo chegaria no meu portão num momento em que eu tivesse pegando sol então eu fui segura e ajudou aquele anel meio caindo do dedo mas pra isso eu precisava ficar segurando e prestando atenção nele o que funcionou mais ainda e de repente eu me vi numa rua estreita que eu nunca tinha andado só passado e consegui olhar pras coisas que me cercam há 8 anos de uma maneira nova meu deus era uma puta manhã reveladora e assim são as revelações aquele filtro que a gente tira das fotos que as vezes nem são retratadas uma catarse um parto do que sempre esteve no mesmo lugar e se vê pronto pra assumir outro e pra isso eu esgotei as músicas os símbolos fechei meus olhos pra só ver o que eu queria e não aquela tela em branco do tudo novo mas o pano preto do fundo das nossas pálpebras onde ficam passando formas parecidas com o dna humano e lá nas entranhas desse corpo e alma eu sabia que o meu caminho de volta era o mesmo que o teu e sentia que meu rosto assumia um formato único se a selfie fosse pra ti e tudo foi parecendo uma cadência uma evolução uma garrafa de champagne guardada pra lembrar e colocar flores dentro e quando chegássemos ao mesmo destino a conta seria 2=1 é soma que já ouvimos o baco cantar tantas vezes mas isso tudo meu amor não passa da minha versão da história que uma vez entregue assume outra narrativa

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